A operação da Polícia Civil que envolveu cerca de 200 homens ontem contra um grupo acusado de integrar uma milícia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, terminou com 25 pessoas presas, entre elas dois vereadores.
A ação, conhecida como Capa Preta, realizada pela Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e outros policiais de delegacias especializadas também estourou uma central clandestina de TV a cabo, no bairro do Pantanal.
O grupo é acusado de homicídios, cobrança de taxas de moradores da região e exploração de TV a cabo clandestina. As investigações começaram há cerca de seis meses.
Ao todo, são 34 mandados de prisão e 54 de busca e apreensão. Segundo o delegado Cláudio Ferraz, da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), que comanda a ação, entre os suspeitos estão 13 policiais militares, cinco ex-PMs, um sargento do Exército, um fuzileiro naval e um comissário da Polícia Civil.
O nome da operação é uma referência ao ex-vereador por Duque de Caxias e ex-deputado federal Tenório Cavalcanti. Controverso, usava uma capa preta (uma beca ganha de um aluno para quem providenciou uma bolsa de estudos) e tinha uma metralhadora chamada Lurdinha.