A Polícia Civil informou ontem, em seu site, que foi indiciado na terça-feira na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), pela prática do crime de “denunciação caluniosa”, Paulo Angelo de Souza, 41 anos, presidente do Centro de Defesa da Cidadania e Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã I (CDCDH).
Paulo Ângelo de Souza, segundo a polícia, teria afirmado ser corriqueira a prática de estupros na Unidade Educacional de Internação (UNEI) Dom Bosco, o que ocorreria com o conhecimento dos funcionários que lá trabalham.
Durante as investigações acerca da denúncia foram tomados os depoimentos de 73 pessoas (todos os adolescentes internados, os agentes educadores lotados na UNEI Dom Bosco, as mães dos adolescentes internados, além de psicólogos, assistentes sociais e professores que prestam serviços na instituição foram ouvidos). De acordo com a polícia, essas pessoas negaram a ocorrência da prática de estupros ou qualquer outro tipo de violência sexual entre os internos.
De acordo com a delegada Maria de Lourdes Souza Cano, titular da DEAIJ, a conduta de Paulo Ângelo de Souza expôs a honra e a dignidade, tanto dos servidores do órgão quanto dos adolescentes que lá se encontram internados, motivo pelo qual ele foi indiciado pela prática do crime de “denunciação caluniosa”, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão.