Mesmo com as chuvas que chegaram a Campo Grande nestes últimos dias e da precipitação deste sábado, 2010 ainda é o ano mais seco desde 2004. E, caso não chova pelo menos mais 25 milímetros até o dia 31, este ano terá sido o ano com as menores precipitações dos últimos seis anos. Em 2004 foram apenas 999,6 milímetros e em 2010, até agora, foram registrados em torno de 1.400 milímetros, segundo o meteorologista Natálio Abrahão, da Uniderp/Anhanguera. O montante também tende a ficar abaixo da média histórica para a cidade, que é de 1.430 milímetros e bem aquém dos 1.978 milímetros de 2009, que foi recorde dos últimos seis anos.
Conforme o meterologista, o alto volume do ano passado foi consequência do fenômeno El Niño, que provoca aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. A redução, por sua vez, é decorrência do La Niña, fenômeno que começou em junho deste ano e deve se estender pelo menos até maio de 2011. Com o esfriamento das águas do Pacífico, as chuvas ficam irregulares, escassas e mal distribuídas, explica Natálio Abrãao. Além disso, o La Niña provoca temperaturas acima da média, o que já está sendo percebido há semanas em todo o Estado.