Luiz Jeferson Macedo, 24 anos, nega que tenha estuprado Carolina Rodrigues de Aquino, 19, encontrada morta na tarde do último sábado (25) no bairro Alta Floresta II, em Ladário. "Ele admite que tentou cometer o crime, mas alega que não chegou a manter relação sexual com ela", disse o delegado Enilton Zalla nesta segunda-feira (27), durante entrevista coletiva, quando o acusado - que segundo a polícia é sobrinho por afinidade de Carolina (a mãe dele seria casada com um irmão da vítima) -, foi apresentado à imprensa. De acordo com o responsável pelo inquérito, Luiz Jeferson confessou que foi com a vítima até o local onde o corpo foi achado. Lá, ele aplicou uma "gravata" nela e a jogou no chão. Ao cair, ela bateu com a cabeça em uma pedra e ficou desacordada.
Mas a polícia tem vários indícios que mostram o contrário. "Ele alega que quando está bêbado, não consegue ter ereção, o que foi desmentido pela própria esposa de Luiz, que inclusive está grávida", detalhou Zalla. Uma bermuda e uma cueca, sujas de sangue, foram recolhidas na casa dele. O acusado foi detido pela Polícia Militar no final da tarde em que o corpo foi localizado por populares. Uma denúncia anônima ligou Luiz ao crime. "Ele está com arranhões por todo o corpo. Inicialmente, ele havia dito que tinha caído de bicicleta", continuou o delegado.
Só na manhã de domingo (26), ainda na delegacia, Jeferson admitiu que esteve com Carolina. "Ele viu quando o namorado dela foi embora e foi até a casa dela", contou o delegado. O material que estava nas unhas da vítima foi coletado e encaminhado para análise. A causa da morte ainda não foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML), mas tudo indica que ela tenha sido sufocada. Zalla também afirmou que ainda não excluiu a possibilidade de participação de outras pessoas no crime.
"Também foram coletados materiais de outras 3 pessoas. Se alguma delas esteve com Carolina naquele dia, será identificada", garantiu. Luiz Jeferson Macedo foi indiciado pelo crime hediondo de estupro seguido de morte. Se condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. Ele continua preso na Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, de onde deve ser levado para o Estabelecimento Penal da cidade.