Durante os dias 14,15 e 16 de janeiro, Campo Grande sediará encontro que discutirá a perspectiva da produção do audiovisual no Centro-Oeste e como atrair as realizações de filmes estrangeiros para a região. O evento, batizado de Encontro da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas e “Film commission”, é promoção da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul, Fundação de Cultura do Estado, Fundação Municipal de Cultura e Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul.
“Teremos nos três dias debates, palestras, exibições de filmes e divulgação de ações que vêm sendo implementadas para estabelecer um política para o setor no Centro-Oeste”, explica o presidente da Associação de Cinema e Vídeo/Mato Grosso do Sul, Cândido Alberto da Fonseca.
No caso do “Film commision”, a ideia é esclarecer o assunto para autoridades e quem atua na área da produção cultural. O termo pode ser traduzido como um agente facilitador dos produtores nacionais e internacionais interessados em produzir, filmar ou finalizar uma produção longe dos tradicionais pontos cinematográficos. Dessa forma, torna-se possível, promover e divulgar as potencialidades turísticas, culturais e econômicas. Atualmente, no Brasil, alguns estados e cidades possuem organização neste tipo de ação. “Temos em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Ceará, Ribeirão Preto e Manaus. A intenção é trazer para Mato Grosso do Sul. O Pantanal é um local que pode atrair muitas produções de fora por causa da sua potencialidade”, destaca Cândido. A realização de filmes internacionais recentemente no Rio de Janeiro, como a continuação da saga de “Crepúsculo”, “Velozes e furiosos”, entre outros, teve como ponto de apoio o “Film commision”. Ao mesmo tempo que emprega mão de obra local, a produção estrangeira também divulga o potencial turístico e econômico da região. Esse tipo de mecanismo é resultado da união de órgãos estatais com empresas privadas. O objetivo é atrair a produção nacional e internacional de obras audiovisuais de ficção, documentários e publicidades. Entre as funções do agente está promover o desenvolvimento econômico atraindo investimentos, gerar emprego e renda para a região; fornecer informações para produtores sobre como obter autorização de filmagens em locais públicos; avaliar as condições e os locais para as gravações, oferecendo suporte para a produção, filmagem e pós-produção; oferecer banco de imagens das locações, catálogo de serviços e profissionais locais.
No encontro, serão convidados representantes de várias cidades do interior de Mato Grosso do Sul que têm potencial para atrair realizações. Também serão lançados livros sobre o assunto e haverá palestras com a pesquisadora Ana Cristina Costa e Silva (Brasília), que tem trabalhos sobre a África do Sul e Nova Zelândia, locais que estabeleceram ações atraentes para realização de filmes estrangeiros.
Sobre a produção no Centro-Oeste, o evento destacará algumas lutas atuais do setor, como aquela que garante 1% do Fundo do Centro-Oeste (FCO) para o audiovisiual, ou então, a criação de fundo permanente para o segmento na região. Também há sugestão de criação de um polo de produção envolvendo todos os estados da região. “Os governos se uniriam e comprariam duas câmeras de 35 mm, que possibilitariam a realização de produções entre todos os estados”, destaca Cândido. Outra reivindicação é a inclusão de um representante do Centro-Oeste no Ministério da Cultura. “A nossa região é a única que não tem”, enfatiza. Ainda destaca-se a luta para implantação de mais salas de cinemas em áreas populares. Faz parte da programação a exibição de produções recentes de Mato Grosso do Sul.
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