A primeira viagem internacional da presidente Dilma Rousseff deverá ser para a Argentina e o Uruguai, em datas ainda não definidas, segundo o assessor de assuntos internacionais da Presidencia, Marco Aurélio Garcia.
Neste domingo, após a cerimônia de transmissão de cargo para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Garcia disse que, depois de ir aos países sul-americanos, Dilma deverá viajar para os Estados Unidos, para a China e para a Bulgária, terra natal de seu pai.
As datas dessas viagens tampouco estão definidas.
Sobre o caso Cesare Battisti (ex-ativista político italiano que teve o pedido de extradição negado pelo governo brasileiro), o assessor da Presidência disse que as relações entre Brasil e Itália podem sofrer "pequenos contrangimentos durante um período brevíssimo".
No entanto, ele afirmou que a presença do embaixador italiano na posse de Dilma indica que existe disposição para o diálogo.
"Ninguém deve se impressionar com posições políticas que estejam surgindo por parte de algumas figuras e alguns partidos. Isso é normal e sabemos lidar com essas situações", disse Garcia, que classificou de "soberana" a decisão brasileira no caso.