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BOLÍVIA

Evo convoca reunião, mas nega reforma ministerial

Evo convoca reunião, mas nega reforma ministerial

Redação

07/01/2011 - 17h55
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Depois de enfrentar manifestações e críticas internas por ter anunciado uma série de medidas econômicas, o presidente da Bolívia, Evo Morales, negou hoje (7) que fará uma reforma ministerial. Ele recuou na decisão de elevar os preços dos combustíveis e no congelamento de tarifas de serviços públicos. No entanto, Morales disse que quer retomar a discussão sobre os temas.

A notícia é da Agência Boliviana de Informações (ABI). O presidente afirmou que a reunião com o Conselho de Ministros, convocada para hoje, na cidade de Huajchilla, a 20 quilômetros de La Paz, servirá para uma avaliação global. “O resto é especulação que não tem base alguma”, disse Morales.

O presidente boliviano reagiu às informações de que pretenda mudar seu gabinete. "Isso não vai definir nada, como alguns meios de comunicação têm especulado, no sentido de que os ministros vão mudar. Essa é uma atribuição estrita de presidente do Estado", disse Morales.

No final do ano passado, o governo da Bolívia definiu uma série de medidas que incluem o reajuste de até 83% do preço dos combustíveis, o congelamento de tarifas relativas ao gás liquefeito de petróleo (GLP) e do gás natural (GNV), além de serviços básicos. O objetivo, segundo as autoridades, era proteger e incentivar a economia nacional, assim como conter a ação dos contrabandistas.

Porém, os reajustes provocaram manifestações em todo país e ameaças de alta de preços de várias mercadorias, inclusive de alimentos e produtos da cesta básica. O risco da elevação de preços e a reação popular fizeram o governo suspender os efeitos das medidas.

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