Em Mato Grosso do Sul, conforme dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), 225 casos de hepatite B foram diagnosticados em 2010. Destes, 97 pacientes são de Campo Grande e 33 de Três Lagoas, os dois municípios com maior incidência.
Desde 2007, de acordo com a diretora, os registros de hepatite B no Estado tem se mantido estáveis. A média é de 348,5 novos casos a cada ano. “Tivemos uma pequena distorção em 2009, quando foram diagnosticados 498 casos em MS (naquele ano, na Capital, foram registrados 133 casos da doença)”.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que, de 1999 a 2009, o total de casos confirmados de hepatite B é 96.044. Mais de 50% dos casos se concentram entre indivíduos de 20 e 39 anos e cerca de 90% são agudos.
Doença
É uma inflamação do fígado causada pelo vírus da HBV. As formas mais comuns de transmissão são: contato acidental de sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus. O uso compartilhado de seringas, agulhas e outros instrumentos entre usuários de drogas, assim como relações sexuais sem preservativo (camisinha) são as formas mais frequentes de contaminação na população.
Assim como em outras hepatites, a maior parte das pessoas não apresentam sintomas e descobrem que são portadoras do vírus em exames de rotina ou quando vão doar sangue. Os sintomas ocorrem em fases agudas da doença. Os mais comuns são: mal-estar, dores de cabeça e no corpo, cansaço, falta de apetite e náusea, febre, icterícia (coloração amarelada na pele), coceira no coro, urina escura e fezes claras. A hepatite podem evoluir para cirrose e até mesmo câncer no fígado. (Anahi Zurutuza)
Cidades
Hepatite B
Estado registrou 225 casos da doença em 1 ano
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