Cidades

ERNESTO GEISEL

Em protesto, moradores fecham avenida pela 3ª vez

Em protesto, moradores fecham avenida pela 3ª vez

Redação

11/01/2011 - 00h00
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Pela terceira vez desde as fortes chuvas que assolaram bairros da região central e sul de Campo Grande, na quinta-feira passada, moradores do Bairro Guanandy bloquearam com cadeiras, pedaços de madeira, galhos de árvore e entulhos de construção a Avenida Ernesto Geisel no sentido centro-bairro, a aproximadamente 100 metros do cruzamento com a Avenida Manoel da Costa Lima, para pressionar a prefeitura a resolver o problema dos alagamentos de ruas e casas da região. A interdição foi realizada por volta das 11 horas e continuava até o fim da tarde de ontem.

O protesto envolveu cerca de 30 moradores, entre adultos, idosos e crianças, e foi acompanhado inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e depois pela Polícia Militar, que interditou o cruzamento das duas avenidas por questão de segurança durante o bloqueio da via pelos moradores.

Os manifestantes conseguiram contato telefônico com a prefeitura, mas nenhum representante do município compareceu ao local. A prefeitura divulgou nota informando sobre as obras que serão executadas na região, mas nenhum representante irá ao local. No entanto, moradores acreditam que serão necessárias mais medidas para evitar alagamentos. Eles pretendem continuar com os bloqueios na avenida, caso não recebam um retorno do poder público municipal.

Intervenção
Os manifestantes cobram uma solução de engenharia urgente para a galeria de águas pluviais situada no cruzamento das ruas Oriboca e Túlio Alves Quito, que há três anos foi bloqueada e teve a canalização transferida para outra manilha situada três ruas à frente, sendo agregadas pelo menos outras três ligações de escoamento de água a essa estrutura. Quando chove, a galeria não suporta o volume e as águas voltam para as casas da Rua Oriboca e ruas vizinhas, denuncia o presidente da Associação de Moradores do Bairro Guanandy, Clodoaldo Dias Guimarães. “Toda a água que vem da Avenida Marechal Deodoro (abrangendo bairros como Jardim Tijuca e Coophafama, por exemplo) cai nesse ponto”, explicou.

O construtor Alex Ferreira, 32 anos, há 10 morando no trecho do Bairro Guanandy mais afetado pelos alagamentos, questiona a argumentação da prefeitura de que a região só será atendida depois que for executado macroprojeto de drenagem no Rio Anhanduí, já aprovado pelo Ministério das Cidades e com início previsto para este ano. “O problema daqui não é o córrego, não é fenômeno da natureza. É a vasão de água daqui, que estava bem feita e a engenharia mexeu”, afirmou.

 

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