Cidades

ESTRAGOS DA CHUVA

Projeto ruim, obra malfeita ou ira divina?

Projeto ruim, obra malfeita ou ira divina?

Redação

12/01/2011 - 00h00
Notícia sem imagem

 

Até agora, o Governo Federal já liberou R$ 49 milhões (R$ 29 milhões na primeira fase, mais R$ 20 milhões na segunda, ainda em execução) e as inundações nos córregos Prosa e Anhanduizinho continuam cada vez mais graves. Nesta última, da semana passada, o nível de destruição foi impressionante e fica a pergunta: como é que a Prefeitura vai justificar, ao Ministério das Cidades, tantos investimentos para quase nada? Não há, evidentemente, necessidade de questionar-se quem pagará a conta. A resposta é mais do que simples: o povo.

Para quem vê as tragédias de cada inundação, fica sempre o questionamento: o projeto foi malfeito? Ou as obras é que foram executadas de forma incorreta? Há quem fale em ira divina. Mas essa hipótese é a pior possível, porque ira divina seria nunca chover. Perguntar aos moradores de quem é a responsabilidade, a resposta está na ponta da língua: é da Prefeitura.

Levando-se em consideração que o projeto inicial já foi remodelado e readaptado, não se sabe – e ninguém explica – qual a verdadeira razão para que nunca nada dê certo, em se tratando dos córregos Prosa e Anhanduizinho. Nenhuma explicação técnica, nem por parte do prefeito Nelson Trad Filho, muito menos vinda do secretário municipal de Infraestrutura, o engenheiro eletricista João Antônio De Marco.

O secretário chegou a justificar que os prejuízos causados pelos alagamentos registrados na quinta-feira são de responsabilidade da empreiteira responsável pela execução das obras, pois as mesmas ainda não foram entregues. No entanto, não esclareceu, por exemplo, como fica a situação dos moradores, que foram prejudicados pelas inundações e tiveram tantos prejuízos. Nem ao menos deu prazo para que as intervenções sejam concluídas.

Ainda no dia 5 de dezembro de 2005, grande enchente foi registrada na região, atingindo também outros bairros da Capital. Desde então, os alagamentos são constantes e a população espera, o quanto antes, uma solução.

 Mais dinheiro
Agora, para solucionar (?) a problemática, em definitivo, serão necessários mais R$ 100 milhões, previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). As garantias são do prefeito e do secretário. É a terceira vez que se ouve essa afirmação e nunca nada dá certo: é uma tragédia atrás da outra. Mas sempre fica a pergunta: e se o dinheiro do PAC não vier? Aí, pelo que tudo indica, restará à população apelar para a bondade divina. Hoje, aparentemente, a única alternativa realmente crível.

A depender da administração municipal, os moradores que residem nos bairros Marcos Roberto, Jockey Club e Nha-Nhá, que estão sofrendo constantemente com as inundações, estão, literalmente, fritos, como se diz na voz do povo.

INFRAESTRUTURA

Guanandi II terá asfalto e drenagem em 12 vias com investimento de R$ 8,6 milhões

Serviços começaram pela Rua Itarumã e têm prazo de até 240 dias; outra etapa, estimada em R$ 7,7 milhões, está em tramitação

06/11/2026 08h04

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II Divulgação/PMCG

Continue Lendo...

facções

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Jackson da Rosa Fernandes morreu no mês passado no presídio e a suspeita é de que o crime seja resultado do conflito

06/11/2026 07h45

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).