Um dos desdobramentos da formação das comissões para apurar a ausência dos agentes de saúde pública e epidemiológicos é o encaminhamento para o Conselho Regional de Medicina (CRM) de médicos que estejam emitindo grande número de atestados para justificar a ausência dos servidores públicos ao trabalho. “Se houver uma ‘enxurrada’ de atestados, a comissão poderá encaminhar para o CRM. Queremos saber se há exames comprovando a necessidade da falta ao trabalho”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina.
Já a categoria permanece paralisada e também busca formas de fortalecer suas reivindicações — a principal é a equiparação da remuneração por produtividade com os fiscais da vigilância sanitária, que elevaria o salário de R$ 700 para cerca de R$ 2,5 mil.
Hoje, será divulgado um comunicado endereçado à presidente da República Dilma Rousseff e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em que o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp) relata o impasse na negociação com a prefeitura. Os grevistas também estão colhendo assinaturas da população em apoio às reivindicações.
De acordo com um dos sindicalistas, Ivar Zanette, 70% da categoria permanece sem trabalhar e as ameaças de punições administrativas não desanimam os trabalhadores. “Vamos até o fim, estamos determinados. Ninguém quer voltar ao trabalho nas condições oferecidas pela prefeitura”, afirmou.
Investigações
As comissões criadas pelas secretarias municipais de Administração e Saúde Pública para identificar e punir agentes de saúde e epidemiologia terão prazo de 30 dias para apresentar à Prefeitura de Campo Grande relatório final do trabalho. Ontem, foram publicadas no Diário Oficial do município duas resoluções, designando oito servidores destas secretarias para compor as duas comissões. Na mesma publicação consta a nomeação pelo prefeito Nelsinho Trad de treze candidatos aprovados em concurso público municipal da saúde, realizado em 2009, para exercer a função de agente comunitário da saúde.
Os novos servidores ficarão lotados nas unidades básicas de saúde do São Francisco, Coronel Antonino, Pioneira, Dona Neta, Tiradentes, Bonança e Albino Coimbra (Santa Carmélia e região), além das unidades básicas de Saúde da Família (UBSF) Marabá, Parque do Sol, Portal Caiobá e Zé Pereira.
Conforme as resoluções das secretarias municipais de Administração e Saúde, uma das comissões será responsável pela apuração da infração disciplinar e das faltas dos servidores em estágio probatório, sendo ainda de sua competência a revisão da ficha de avaliação dos servidores que tiverem aderido à paralisação. A outra comissão tem a finalidade de proceder à apuração sumária dos motivos que levaram os agentes de saúde pública e agentes de controle de epidemiologia a se ausentarem do serviço “por mais de três dias consecutivos, ou alternados, neste último caso, a cada período de 10 dias”.
Cidades
AGENTES DE SAÚDE
Atestados de grevistas serão investigados
Atestados de grevistas serão investigados
Saúde Sob Auditoria
Prefeitura tem 15 dias para explicar R$ 71 milhões da saúde em Campo Grande
Auditoria federal aponta inconsistências e possível devolução de recursos; Câmara cobra documentos e plano para corrigir falhas.
05/11/2026 17h06
use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.
Meio Ambiente
Rio Paraguai cai abaixo de 1 metro em Ladário e mantém alerta de seca no Pantanal
Nível chegou a 89 centímetros, 38 centímetros abaixo da medição de outubro; Imasul também aponta recuo nos rios Miranda e Taquari
05/11/2026 16h07
Rio Paraguai cai abaixo de 1 metro em Ladário e mantém alerta de seca no Pantanal Carlos Timoteo/Imasul
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES