Dois ferros-velhos de Campo Grande foram notificados na tarde de ontem pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e terão até terça-feira para retirar carcaças e peças de veículos das calçadas. Este é o resultado da operação realizada pela Semadur, em conjunto com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), a Secretaria Municipal de Receita (Semre) e a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), para livrar ruas e passeios públicos da Capital de lixo, entulho e sucata.
A força-tarefa teve início ontem e fiscalizou dez ferros-velhos e oficinas mecânicas do Jardim Paulista e Vila Progresso. Os dois estabelecimentos autuados ficam na Rua Raposo Tavares e, além de manter os veículos de desmanche e peças de automóveis interrompendo a passagem de pedestres, também funcionavam sem alvará e sem licença ambiental. "Nosso foco era desobstruir as calçadas, mas, como fizemos essa ação conjunta, acabamos por encontrar outros problemas", explica o diretor do departamento de Controle Urbanístico e de Posturas da Semadur, Waldiney Costa da Silva.
Segundo o diretor, os estabelecimentos terão 96 horas para retirar a sucatas das calçadas e ruas, e 15 dias para apresentar os alvarás e providenciar os licenciamentos. "Se as carcaças não forem retiradas no prazo, a própria secretaria vai recolher o material e dar destinação adequada".
Moradores da região reclamam da falta de higiene e cuidado dos ferros-velhos. A contadora, Heidi da Cunha, mora há 16 anos na Rua Raposo Tavares, e diz ser um transtorno viver próximo aos estabelecimentos. "Muita sujeira. É feio e atrai mosquito, bicho para a nossa casa. Pior é que as pessoas não podem nem passar pela calçada que saem tropeçando nas coisas".
Outras notificações
Esta semana, a força-tarefa da prefeitura notificou ferros-velhos situados nas proximidades do Terminal Aero Rancho, região dos bairros Tijuca e Aero Rancho. Segundo fiscais da Semadur, três estabelecimentos receberam autos de infração por usar calçadas indevidamente para depositar peças e carcaças de veículos.
A ação foi programada depois que o Correio do Estado denunciou ferro-velho localizado na Rua Marquês do Recife, no Tijuca I, que usava a calçada como "oficina a céu aberto".