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Consumidor paga mais caro por refeições fora de casa

Consumidor paga mais caro por refeições fora de casa

Redação

18/01/2011 - 00h02
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Comer fora de casa todos os dias ficou mais caro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2010.O custo é, em média, de até R$ 400 mensais por pessoa na Capital,  levando-se em conta que em cada refeição o campo-grandense desembolsa cerca de R$ 20. Mesmo assim, a maioria das pessoas que trabalha oito ou mais horas por dia acaba fazendo a opção de comer em restaurantes e cantinas pela praticidade.

A maioria faz as refeiçoes em locais próximos ao trabalho. Com isso, restaurantes, bares e lanchonetes encerraram o ano de 2010 com faturamento recorde de R$ 73 bilhões conforme cálculos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que reúne cerca de um milhão de estabelecimentos espalhados pelo País. Para o presidente da entidade, Paulo Solmucci, “foi o melhor ano”, considerando um aumento de 12% com relação ao ano anterior.

Em entrevista ao Portal Correio do Estado o programador Gustavo Arthur Schneider lembra que chega a gastar até R$ 700 por mês com alimentação. Ele come fora todos os dias, tanto no almoço quanto no jantar e confessa que não se preocupa muito com o valor protéico dos alimentos. “Como muita massa e carne, não sou chegado a saladas”, afirma. Ele mora longe do local de trabalho e por isso a solução mais razoável é comer fora. “Estou procurando alugar uma casa mais perto do trabalho para reduzir os gastos. Depois pretendo aprender a cozinhar”, brincou.

O mesmo ocorre com o casal Janaína e Gilson Murgi. Ambos trabalham o dia todo e gastam em média R$ 400 com restaurantes cada um, todos os meses. Os gastos, neste caso, são pagos pela empresa através do cartão de vale alimentação. Ele faz as refeições no restaurante que fica na própria empresa e ela, em outro local que também fica perto do trabalho. “Os dois restaurantes apresentam opções saudáveis com orientação de nutricionistas e nós tentamos seguir a dieta do comer bem, mas nem sempre conseguimos”, afirmou Janaína que, como a maioria das mulheres, vive de regime mas confessa “nem sempre dá certo”.

ALIMENTOS: IMPACTO NO IPCA

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a aceleração na taxa de crescimento do grupo alimentação e bebidas causou impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em conseqüência, também ficou mais caro consumir refeições fora de casa, que aumentaram 10,62% em 2010. .Esse item representou o segundo impacto no índice do ano passado(0,46 ponto percentual).

O IPCA teve variação de 0,63% em dezembro de 2010 e ficou 0,20 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,83%). Em dezembro de 2009, o índice havia ficado em 0,37%. Com esse resultado,  fechou o ano de 2010 em 5,91%, 1,60 ponto percentual acima da taxa de 2009 (4,31%), puxado pelo aumento dos preços dos alimentos.

A alta de um ano para o outro, segundo o IBGE, é atribuída aos alimentos, que ficaram, em média, 10,39% mais caros, contribuindo com 2,34 pontos percentuais na formação do IPCA de 2010, o que representa 40% do índice.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram aceleração na taxa de crescimento do grupo alimentação e bebidas de um ano para o outro, com destaque para Curitina, que registrou a maior alta (13,14%). No outro extremo, a menor variação dos alimentos foi verificada em Porto Alegre (7,53%).

Donos da farta parcela de 23,31% do orçamento das famílias do IPCA, os alimentos, tiveram a maior variação de grupo do ano, além do maior impacto.

O consumidor passou a pagar mais caro especialmente pelos feijões, cujos preços chegaram a subir 51,49% no ano. Mas, levando em conta a importância no orçamento das famílias, a despesa que mais pesou foi a com a compra de carnes. O preço do quilo aumentou 29,64%, em média, liderando a lista dos principais impactos ou contribuições para o IPCA do ano (0,64 ponto percentual). Como não poderia deixar de ser, refletiu em comer fora de casa.

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