“É uma pergunta difícil”. Essa foi a resposta que o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia deu ao ser questionado sobre o que será dos shows que já estão marcados para os próximos dias no Parque de Exposições Laucídio Coelho. De acordo ele a Acrissul recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) que proibiu a realização de shows musicais no local e espera que uma solução seja encontrada para benefício de todos os envolvidos. Uma alternativa proposta por Maia foi que os eventos no parque sejam realizados mais cedo.
A comissão composta por representantes da Acrissul, promotores e empresários do ramo artístico em Campo Grande deve se reunir amanhã à tarde com o promotor responsável pela ação, Alexandre Raslan.
De acordo com Maia, assim como há dois anos foi preciso abrir mão de alguns eventos como o Moto Road, é possível que alguns ajustes sejam feitos. Segundo ele, na época a Justiça determinou que o parque só poderia realizar dois shows por mês e as duas exposições agropecuárias tradicionais, a Expogrande e a ExpoMS.
A cultura, a tradição e a geração de emprego foram os principais pontos de defesas argumentados para que os shows não sejam proibidos no parque. O lucro da população também foi abordado. “A menina que compra uma blusa, o menino que escolhe uma fivela. A população se prepara para os shows muito antes deles acontecerem, se arrumam, se produzem”. De acordo com Chico Maia, o comércio, os vendedores de cerveja, os catadores de latinha, pessoas que cuidam os carros, todos são beneficiados com o funcionamento habitual do parque.
Além dos ajustes, empresários solicitaram ainda a atualização na Legislação do Estado. que, segundo eles, não atende aos benefícios da população.
Os dois shows marcados para acontecer no Parque não foram cancelados. Já com relação a Expogrande, o presidente afirmou que o evento acontecerá com show ou sem show.
A comissão se reuniu na tade de hoje na Acrissul.