O dissidente cubano Guillermo Fariñas voltou para casa nesta sexta-feira após ser atendido em um hospital de Santa Clara (Cuba) devido a uma forte dor no peito depois de ser detido três vezes nas últimas 48 horas, informaram familiares do opositor.
A mãe do dissidente, Alicia Hernández, detalhou que seu filho teve uma "dor muito forte no peito, falta de ar e febre".
Por conta disso a Polícia transferiu Fariñas para o Hospital Provincial de Santa Clara, o mesmo onde ficou internado vários meses durante a greve de fome de mais de quatro meses que fez no ano passado para pedir a libertação dos presos políticos doentes.
Depois da realização de alguns exames, incluindo um eletrocardiograma, Farinãs foi liberado com a recomendação de descansar e beber bastante água.
Segundo a mãe do dissidente, que é enfermeira aposentada, Fariñas está com baixa imunidade, sem voz e desidratado, já que os últimos dias interromperam seu tratamento.
Nas últimas 48 horas, Guillermo Fariñas, psicólogo e jornalista independente de 49 anos, foi detido três vezes pela Polícia cubana junto com outros dissidentes de Santa Clara.
Na quarta-feira, Fariñas permaneceu detido por seis horas por escândalo público depois de participar de um protesto contra o despejo de uma mulher grávida.
No dia seguinte, voltou a ser detido quando se dirigia a uma delegacia para obter detalhes sobre o estado de um dissidente detido horas antes.
Após permanecer 18 horas em uma cela policial, retornou na manhã de sexta-feira para casa mas voltou a ser detido ao sair às ruas com um grupo de dissidentes de Santa Clara para depositar flores em um monumento em homenagem a José Martí no 158º aniversário de seu nascimento.