Mesmo com as denúncias da família indicando que esta não seria essa a primeira agressão sofrida pela agente de saúde Luciana Chaves Farias, 35, praticada pelo soldado da Polícia Militar (PM) Paulo Cesar Lucas Batista, que foi preso nessa madrugada depois de mata-la a tiros no bairro Coophavilla, a assessoria de comunicação da Polícia Militar disse que haviam apenas dois Boletins de Ocorrência registrados em 2009 onde ele figura como vítima de violência doméstica.
Luciana era ex esposa do policial e foi morta por ele mas a PM não confirma se ela aparece nos boletins registrados como autora e também não confirma que ela tenha registrado boletim como vítima do mesmo tipo de violência.
A assessoria da Polícia Militar informa que foi feita uma busca pelo Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) e não foi encontrado nenhum registro que apontasse Paulo Cesar como autor de qualquer delito. A PM explica que pode ter sido registrado boletim na Polícia Civil e que não tenha chegado ao conhecimento da Polícia Militar.
O crime
Paulo Cesar Lucas Batista, de 42 anos, matou a tiro a ex esposa Luciana Chaves Farias, de 35 anos. A versão apresentada pelo soldado é de que os dois estavam separados há alguns meses e ele teria alugado uma kitinete próximo da casa dela. Essa madrugada, segundo ele, a mulher o procurou e acertou um chute arrombando a porta.
Ele acordou assustado e atirou sem saber que seria Luciana. Ele conta que somente depois de sair pôde observar que se tratava da ex-mulher e foi ele mesmo quem acionou o 190. O policial ainda chegou a levar a vítima para a unidade do posto de saúde mais próxima do local mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu mesmo antes de receber socorro. Luciana foi atingida do abdomem.
Ainda nesta manhã os delegados responsáveis pelo caso se dirigiram até o Instituto Médico Legal (IML) para constatar se houve ou não luta entre o casal, já que a família argumenta que ela tinha sinais de enforcamento e as brigas entre eles eram constantes.
O sargento PM Paulo César estava lotado do 1º Batalhão e está preso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga. A polícia informou que ele pode ser transferido para o presídio estadual.
Modificado às 17h21min para correção de informações.