Cidades

POLÊMICA

Irã diz ter vetado editora de Paulo Coelho e não obra

Irã diz ter vetado editora de Paulo Coelho e não obra

Redação

31/01/2011 - 16h48
Notícia sem imagem

O Ministério da Cultura do Irã anunciou ontem que cassou a licença da editora que publica a obra de Paulo Coelho no país, mas que o autor brasileiro poderá ter seus livros publicados no país por outras editoras.

O órgão justificou a medida contra a Caravan Books, atual editora de Coelho no Irã, dizendo que o seu diretor, Arash Hejazi, é um "contrarrevolucionário fugitivo".

O Ministério também informou que não há qualquer proibição à publicação de livros do escritor brasileiro.

No início do mês, Coelho escreveu em seu blog que seus livros haviam sido banidos no Irã, onde, segundo o autor, já havia vendido 6 milhões de cópias.

Ele lembrou que, em 2009, usou as redes sociais para demonstrar apoio a Hejazi, que foi filmado em um protesto contra os resultados das eleições presidenciais de junho daquele ano.

 Tradução

Em entrevista ao serviço em persa da BBC, Coelho disse que o anúncio de que seus livros poderiam ser publicados por outras editoras iranianas "enchia seu coração de alegria".

"Sem julgar a posição do Ministério iraniano da Cultura em relação à Caravan Books, estou muito feliz em saber que meus livros podem ser publicados e distribuídos na República Islâmica do Irã."

O autor afirmou que seu objetivo não é receber pela publicação das obras, mas sim "compartilhar com leitores iranianos algumas reflexões sobre o estado atual do mundo".

Coelho se disse preocupado, contudo, com a "qualidade da tradução" de suas obras, já que a Caravan Books é a única editora autorizada a publicar os livros de Coelho em farsi, língua mais falada no Irã. "Espero que elas (outras editoras) mantenham um alto padrão", disse Coelho.

 

Manifestações

Diretor da Caravan Books, Arash Hejazi foi filmado, em Teerã, prestando socorro à iraniana Neda Agha-Soltan em um dos protestos contra os resultados das eleições presidenciais de junho de 2009.

O pleito resultou na contestada reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad e desencadeou manifestações pelo país. Em uma delas, Neda, uma das manifestantes, foi alvejada e morta, tornando-se símbolo da resistência.

Depois disso, Hejazi passou a ser procurado pela polícia iraniana e se exilou em Londres.

Na mensagem em que disse a Paulo Coelho que seus livros foram banidos - também transcrita no blog do brasileiro -, Hejazi afirmou que a medida foi tomada "sem explicação".

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, condenaram o anúncio, classificando a atitude iraniana de "censura".

INFRAESTRUTURA

Guanandi II terá asfalto e drenagem em 12 vias com investimento de R$ 8,6 milhões

Serviços começaram pela Rua Itarumã e têm prazo de até 240 dias; outra etapa, estimada em R$ 7,7 milhões, está em tramitação

06/11/2026 08h04

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II Divulgação/PMCG

Continue Lendo...

facções

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Jackson da Rosa Fernandes morreu no mês passado no presídio e a suspeita é de que o crime seja resultado do conflito

06/11/2026 07h45

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).