O juiz Carlos Alberto Garcete, em substituição na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, recebeu a denúncia nos autos envolvendo a morte de Cláudia de Araujo Mugnaine, 34 anos e Regina Bueno França, 40 anos, degoladas no dia 1º de dezembro, e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados de envolvimento no crime. Eder Rampagne Castedo, o irmão Christian Rampagne Castedo, Lorraine Roriz Silva e Weber de Souza Barreto já estão detidos e conforme os autos do processo a autoridade policial pediu a conversão das prisões temporárias em prisões preventivas com o argumento de necessidade de manutenção da ordem pública. O Ministério Público Estadual (MPE) manifestou-se favorável à decisão.
O magistrado que aceitou a denúncia enfatizou se tratar de um caso que resultou na indignação popular pela forma “bárbara” como as vítimas foram mortas. A denúncia apresentada pelo MPE revela que após imobilizar as vítimas Christian e Weber, introduziram pedaços de pano na boca de Cláudia e Regina para impedir que gritasse por socorro.
Apenas o réu Christian confirma ter provocado a morte de uma das vítimas enquanto Weber nega que tenha matado a outra. Em seu depoimento Weber diz que foi Christian o responsável pelas duas mortes. Ele permaneceu foragido da Justiça até o dia 10 de janeiro quando foi capturado no Estado de Goiás.
O Caso
Claudia e Regina foram mortas, segundo relato de Christian, a mando do irmão Eder, que já estava recluso no Presídio de Segurança Máxima da Capital. Foi de lá que partiu a ordem para que Christian e Weber efetuassem o assassinato. Lorraine era namorada de Eder e 'amiga' das mulheres degoladas. Regina era informante da polícia e teria 'entregado' o paradeiro de Eder que estava no presídio semi-aberto mas permaneceu foragido por 17 dias até ser preso novamente. Lorraine está presa porque teria ajudado a dupla a consumar a ordem do ex-namorado Eder. Ela foi vista momentos antes do crime tomando lanche em uma padaria tradicional da cidade.