Empresas de publicidade, comerciantes e proprietários de imóveis da área central da cidade terão menos de quatro meses para “limpar” suas fachadas, retirando painéis eletrônicos, outdoors e outros tipos de mídia exterior que poluem visualmente a região.
A medida, que ficou conhecida como Projeto Cidade Limpa, é somente uma das metas do Plano de Revitalização do Centro, iniciativa orçada em e R$ 278 milhões que ao longo de 20 anos deve promover um total de 79 ações em torno do fortalecimento econômico, fomento cultural, preservação do patrimônio histórico e melhoria do espaço público urbano, além do aprimoramento da gestão, fundamental para fiscalizar todo o processo.
Barrar o processo de degradação da região, problema que flagela grandes cidades, como São Paulo, além de reconfigurar a ocupação urbana do centro de Campo Grande, estabelecendo um circuito cultural ativo e atraente não só para turistas, mas para toda a população da Capital, são os principais desafios.
Nesta entrevista, a diretora-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), Marta Lúcia da Silva Martinez, fala sobre o andamento do plano de revitalização do centro de Campo Grande, o trabalho de despoluição visual e obras estruturais para dar sustentação ao projeto, como a construção da Orla Ferroviária, orçada em R$ 3,9 milhões — uma espécie de calçadão cultural iniciado a partir da Rua Calógeras até as imediações da Morada dos Baís, ocupando o antigo leito dos trilhos da Rede Ferroviária Federal — e a restauração do pátio e das instalações da estação ferroviária, obra financiada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Cidades Históricas, ao custo inicial de R$ 2,6 milhões.
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