A Justiça de Cuba condenou a 15 anos de prisão o empresário americano Alan Gross, 61, por "atos contra a independência e a integridade territorial" do país, informou neste sábado a imprensa oficial da ilha.
Segundo nota oficial, Gross poderá recorrer da sentença, que reduz em cinco anos a pena de 20 anos de prisão solicitada inicialmente pela promotoria.
O Tribunal Provincial de Havana informou que as provas apresentadas durante o julgamento contra o empresário, demonstram sua participação direta "em um projeto subversivo do Governo dos Estados Unidos", contra Cuba. De acordo com o texto da sentença, o objetivo desse projeto seria tentar "destruir" a revolução cubana.
O veredito assinala que o acusado reconheceu no julgamento "ter sido utilizado e manipulado" pela agência americano USAID subordinada ao Departamento de Estado e que financia a empresa Development Alternatives (DAI), em nome da qual o americano foi a Cuba.
A sentença de Gross, que foi ditada ontem, mas só divulgada neste sábado, sai um semana após seu julgamento, em Havana, que foi assistido por sua esposa, advogados e representantes consulares americanos.
O caso de Alan Gross, que foi detido em Cuba em dezembro de 2009, se transformou em um novo foco de tensão entre a ilha e os EUA. A Justiça cubana acusa o americano de distribuir sofisticados equipamentos de comunicações por satélite, para acesso à internet -- parte de um programa de Washington que é ilegal e considerado subversivo pelo regime da ilha.
Os EUA afirmaram que ele estava fornecendo acesso à internet a grupos de judeus, mas que não cometeu nenhum crime.