Cidades

RIO DE JANEIRO

Sentimento é de dever cumprido, diz PM que parou atirador no Rio

Sentimento é de dever cumprido, diz PM que parou atirador no Rio

Redação

07/04/2011 - 12h49
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O policial militar Márcio Alexandre Alves, 38, que dava apoio a uma fiscalização do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários), em Realengo, na zona oeste do Rio, foi quem rendeu Wellington Menezes de Oliveira, 24, que atirou contra alunos de uma escola municipal na manhã desta quinta-feira.

Segundo informou o Detro, equipes do órgão atuavam na rua Piraquara, perto da escola, quando uma criança baleada se aproximou e avisou que havia um homem atirando dentro da colégio. Os PMs do Batalhão de Polícia Rodoviária foram imediatamente para o local.

Lá, encontraram as crianças trancadas nas salas de aula e Wellington subindo a escada em direção ao terceiro andar da escola. O policial atirou no abdome do criminoso e pediu que ele largasse a arma. O atirador caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça, ao ser rendido.

Segundo o PM, Oliveira apontou sua arma para ele, mas não chegou a atirar.

"O sentimento é de tristeza pelas crianças. Eu tenho filho nessa idade. Mas também é sentimento de dever cumprido, impedi que ele chegasse ao terceiro andar e fizesse mais vítimas. Se tivesse chegado cinco minutos antes, poderia ter impedido mais alguma coisa", disse o 3º sargento, que está na corporação há 18 anos.

O governador do Rio, Sergio Cabral Filho (PMDB), citou a ação do policial ao falar sobre o ataque e agradeceu ao "herói, o sargento Alves, 3º sargento da PM, que estava participando de uma operação a dois quarteirões".

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) também agradeceu a atuação policial. "A gente está diante de uma tragédia que podia ser muito pior se não fosse a ação de um PM, um herói que atingiu esse criminoso e conseguiu impedir que ele continuasse esse massacre aqui. Quero agradecer às forças policiais", disse.

Massacre

O corpo Oliveira foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de São Cristóvão (zona norte) por volta das 12h40 desta quinta-feira.

Segundo a Secretaria da Saúde, 11 alunos morreram e 18 ficaram feridos no massacre.

Oliveira, ex-aluno da escola, entrou no local dizendo que daria uma palestra, por volta das 8h30. Em seguida, passou a atirar contra os alunos, dentro das salas de aula.

A escola, na região de Realengo, atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação.

Várias das crianças foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio, como o hospital Souza Aguiar, no centro.

A escola atende 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria. É grande a movimentação de pessoas ao redor da escola. Muitos pais buscam informações dos filhos.

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