Pesquisadores brasileiros criaram um mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado para ajudar na prevenção contra a dengue. O estudo está em andamento em Juazeiro, na Bahia.
Desde o início de maio, mosquitos machos estéreis são colocados em 12 pontos da cidade para cruzar com as fêmeas selvagens. Esses mosquitos vivem sete dias e geram filhotes que morrem antes de chegar à vida adulta - quando podem transmitir a doença.
A iniciativa tem o objetivo de testar a eficácia do chamado 'inseto transgênico' e, assim, reduzir a população local dos Aedes aegypti. É o que explica a coordenadora do projeto, a bióloga da Universidade de São Paulo, Margareth Capurro.
"Os mosquitos têm um gene que é passado do macho para a prole das fêmeas e essa prole toda morre. A gente está testando a viabilidade da estratégia.
Aparentemente, ela já está funcionando. A gente já tem, por exemplo, o ovo que foi capturado já é transgênico. Então o macho que nós liberamos já copulou com as fêmeas da natureza."
A pesquisadora ressalta que a liberação desses mosquitos não vai resultar no aumento da incidência da dengue.
"A gente gosta de ressaltar que a gente só trabalha com o macho, sendo que somente a fêmea é a que pica, que suga o sangue, que transmite a doença."
A conclusão do estudo está prevista para abril do ano que vem. Para combater a reprodução do mosquito, o Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas simples por parte da população como tampar grandes depósitos de água, limpar os pequenos recipientes, como vasos e baldes, e evitar o acúmulo de lixo e detritos em volta das casas.
(Com informações do Ministério da Saúde)