Cidades

ENVOLVIDOS EM MORTE

Portaria manda afastar, mas polícia civil ignora

Portaria manda afastar, mas polícia civil ignora

Redação

31/05/2011 - 00h06
Notícia sem imagem

A Portaria Interministerial nº 4.226, de dezembro de 2010, restringindo o uso de arma de fogo pela polícia, diz que policiais envolvidos em ocorrências que resultem morte devem ser afastados temporariamente das suas atividades operacionais e submetido a avaliação psicológica e redução do estresse.

Apesar dessa recomendação, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não adota esse procedimento e seus agentes continuam trabalhando normalmente após os episódios com resultado letal.

Exemplo disso é que o agente Walter Hugney Silva Gomes, investigador do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras) que na madrugada de domingo matou Leandro da Silva Pinheiro, 28 anos, e baleou Leandro Oliveira Silva, 21 anos, em suposta tentativa de assalto, continua trabalhando normalmente.

 Diretrizes

Para reduzir os índices de morte em ações envolvendo agentes de segurança pública, o Ministério da Justiça estabeleceu diretrizes sobre o uso da força de policiais estaduais (civis e militares) e federais. Em vigor desde o início do ano, o documento recomenda, que os órgãos de segurança pública afastem temporariamente os seus policiais. O objetivo é promover um acompanhamento psicológico aos agentes envolvidos, permitindo-se superar ou minimizar os efeitos resultantes do episódio. A medida deve vir acompanhada de relatórios individuais específicos sobre a ocorrência.

A Polícia Civil não afasta policiais envolvidos em confronto com morte sob alegação de que a portaria apenas recomenda essa postura aos estados que integram o Sistema Único de Segurança (Susp). O assessor jurídico da Polícia Civil, delegado Matusalém Sotolani, explicou que o documento obriga somente que órgãos de segurança federais cumpram com as determinações estabelecidas no início deste ano. "Na portaria diz que o Estado pode deixar de receber valores, repasses em função da não observância, mas não obriga o Estado a observa-la", frisou.

O delegado Matusalém explicou que o policial que se envolve em qualquer situação de rua é investigado para constatar se agiu em legítima defesa ou cometeu um crime. "É apurado tanto no inquérito, quanto num futuro processo administrativo. Cada fato tem suas circunstâncias e se houver excesso por parte do policial o Estado vai punir independente da portaria", ressaltou, garantindo que Mato Grosso do Sul já tenta reduzir a letalidade em ações policiais e que o exemplo disse foi a aquisição de armas não-letais para PM, que atua na prevenção de crimes.

 Bom exemplo

Diferentemente da Polícia Civil, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul antecipou-se a essa portaria e, desde 5 de março do ano passado afasta do trabalho policiais envolvidos em confronto com troca de tiros, morte ou qualquer ação considerada de risco. Toda guarnição é submetida a tratamento psicológico com seis seções, que em alguns casos, podem durar seis meses. O comandante do batalhão é obrigado a apresentar o policial, que é atendido por equipe da Fundação de Assistência Feminina.

"O policial recebe toda ajuda necessária, principalmente no que diz respeito a tratamento psicológico para que não se sinta desamparado pela PM. Enquanto é submetido a tratamento ele é afastado e só volta depois do parecer do profissional dizendo que ele está recuperado. Se no parecer constar que o militar está com psicológico equilibrado e não vai afetar o trabalho do cotidiano ele volta para as mesmas funções. Caso haja outra conclusão ele será remetido a outro local ou setor administrativo", explicou o comandante-geral da PM, coronel Carlos Alberto David dos Santos.

infiltrados

Gaeco aponta novo grupo de elite da polícia envolvido com o tráfico de drogas

Nova etapa de apuração identifica cooptação de homens de unidades operacionais para facilitar o escoamento de cocaína

06/11/2026 08h20

Delegado Guilherme Scucuglia Cezar foi alvo de busca e apreensão em operação do Gaeco ontem

Delegado Guilherme Scucuglia Cezar foi alvo de busca e apreensão em operação do Gaeco ontem Foto: Marcelo Victor

Continue Lendo...

INFRAESTRUTURA

Guanandi II terá asfalto e drenagem em 12 vias com investimento de R$ 8,6 milhões

Serviços começaram pela Rua Itarumã e têm prazo de até 240 dias; outra etapa, estimada em R$ 7,7 milhões, está em tramitação

06/11/2026 08h04

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II Divulgação/PMCG

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).