Tropas de Israel abriram fogo neste domingo (5) contra manifestantes sírios e palestinos que tentavam cruzar a linha de cessar-fogo nas colinas de Golan, ocupadas por Israel.
O confronto deixou pelo menos 18 mortos e 225 feridos, segundo a TV estatal síria. Entre os mortos, estaria uma mulher e uma criança.
O Exército de Israel afirmou que os disparos foram feiros, mas disse que não tinha como confirmar a existência de vítimas.
A televisão síria exibiu imagens de vários jovens tentando escalar uma cerca de arame farpado na fronteira. Outras imagens mostraram soldados israelenses em um tanque atirando contra os manifestantes.
"Qualquer um que tentar cruzar a fronteira será morto" , gritaram soldados israelenses para a multidão, através de alto-falantes, nas colinas ocupadas por Israel.
Exército e a polícia israelenses estavam em alerta máximo neste domingo ante a possibilidade de manifestações palestinas no 44º aniversário do que os palestinos chamam de "Naksa", a derrota das forças árabes para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, que definiu as atuais e contestadas fronteiras da região.
'Moderação'
Horas antes da violência explodir, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que ele tinha ordenado às forças de Israel que agissem com moderação, mas com determinação, para impedir qualquer violação das fronteiras.
"Para a minha tristeza, hoje existem extremistas ao nosso redor, tentando violar nossas fronteiras e ameaçar nossas cidades e nossos cidadãos. Não vamos permitir que isso aconteça", disse Netanyahu ao seu ministério.
Enfrentando manifestantes que agitavam bandeiras palestinas, atiradores israelenses se posicionaram ao longo da fronteira síria. Um observador posicionado perto dos atiradores via os manifestantes com binóculos de longo alcance.
Em certo momento, os manifestantes de uma trincheira viraram-se para o leste em direção à Meca e rezaram.
Não houve relatos de incidentes ao longo da fronteira libanesa.
Na Cisjordânia ocupada, cerca de 100 manifestantes palestinos se dirigiram até um posto de controle militar israelense, onde os soldados dispararam gás lacrimogêneo, e o grupo se dispersou.
Um médico palestino disse que 14 palestinos foram feridos por balas de borracha nos confrontos entre jovens que atiravam pedras e forças israelenses, que também utilizaran um "gambá móvel" um veículo que asperge um líquido fedorento nos manifestantes.