O Tribunal de Justiça julga amanhã (7) o Habeas Corpus impetrado pelo proprietário da garagem Siqueira Automóveis (de compra e venda de veículos), Gernival Siqueira da Silva, preso preventivamente em 25 de janeiro deste ano acusado de estelionato e formaçãode quadrlha, em Campo Grande.
Ele é acusado de ter aplicado golpes em proprietários de veículos que superam os R$ 300 mil. Sua apresentação à polícia ocorreu depois que sua mulher e duas filhas foram presas como integrantes da quadrilha.
Seus advogados querem sua liberdade, sustentanto que a prisão de Gernival ocorreu pela ifalta de comprovação de residência fixa, o que não mais se justificaria diante do documento anexado ao processo, endereço o qual a esposa e filhas do empresário foram intimadas para audiências realizadas no mês de janeiro.
Argumentam ainda que a apresentação espontânea do acusado demonstra que ele não pretende fugir da lei, tampouco tumultuar a instrução criminal. Requerem assim a revogação da prisão preventiva. A liminar foi indeferida. O parecer da Procuradoria-Geral de Justiça também é pela recusa do pedido.
Acusação
Genival foi preso na tarde do dia 25 após prestar depoimento no 2ª Vara Criminal do Fórum da Capital. A audiência durou cerca de 45 minutos.
Na época, a data do interrogatório foi mantida em sigilo para não atrair os jornalistas e as pessoas prejudicadas pela garagem. Siqueira era considerado foragido da Justiça e não quis falar com a imprensa ao sair do Fórum escoltado por policiais.
Dois crimes são atribuídos ao ex-garagista: estelionato e formação de quadrilha. Segundo inquérito da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) o dano causado pelo ex-proprietário somaria R$ 345,5 mil.
Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem, unidade localizada ao lado do Presídio de Segurança Máxima na Capital.