Foi concluído esta tarde o inquérito sobre o feto encontrado às margens do Rio Anhanduí na terça-feira (7) em Campo Grande. A polícia civil chegou até uma mulher de 43 anos, que confessou ter abortado um feto de oito meses tomando um medicamento.
O delegado responsável pelo caso, Fernando Nogueira, da 5ª Delegacia de Polícia, ouviu hoje a mãe do feto, um dos filhos, uma nora e uma vizinha, que é técnica de enfermagem. A mulher estava no oitavo mês de gestação, já tem dois filhos, um de 22 e outro de 24 anos e teria se arrependido do aborto quando viu que o bebê seria menina. A polícia pediu exames de DNA e outros para descobrir se o feto saiu vivo do útero da mãe, que no caso caracterizaria assassinato.
A vizinha, enfermeira, confessou ter acompanhado o processo do aborto, e que viu a mãe entregando o feto em um saco preto para um dos filhos jogar no córrego. O aborto foi cometido dia 27 de maio e ela disse já ter cometido outros. Este ato é considerado crime no Brasil, a mãe pode pegar até três anos de prisão e a enfermeira, de um a quatro. Elas responderão ao processo em liberdade, pois não houve flagrante.