O tráfico de drogas na reserva indígena de Dourados, a maior de Mato Grosso do Sul e onde vivem cerca de 12 mil índios, é feito pelos próprios indígenas. É o que revela a Operação Tekohá, realizada ontem pela Polícia Federal, que prendeu quatro índios acusados de vender maconha e cocaína nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Ao cumprir 13 mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça Federal de Dourados, os policiais apreenderam maconha, cocaína e até armas de fogo. O indígena G.R.B., 25 anos, da Aldeia Jaguapiru, foi preso com 180,57 gramas de cocaína.
Na mesma região, foi preso outro indígena. A.R., 40, que estava com 47 papelotes de cocaína, um revólver Taurus calibre 38, dois cadernos de anotações, dois pen drives, uma motocicleta e um veículo Gol. O terceiro preso foi J.M.S, 33, que estava com seis bitucas de cigarros e quatro trouxinhas de cocaína, que acabou só sendo alvo de um termo circunstanciado por estar com pouca droga e ser caracterizado como usuário.
O quarto detido foi O.R., 43, morador da Aldeia Bororó, que estava com 34,36 gramas de maconha. A operação foi determinada pela Justiça para combater o tráfico de drogas na reserva. Apesar da suspeita de que brancos atuem na venda de drogas na reserva, os policiais só prenderam índios.