O delegado responsável pelas investigações do caso de Marielly disse esta manhã em coletiva com a imprensa que as investigações seguem na linha de um aborto mal sucedido e que teria tido ajuda do pai da criança, mas nega que o cunhado seja o principal suspeito de ser o pai do filho que a jovem esperava. “Em nenhum momento eu disse que o cunhado é suspeito, a relação deles é familiar, o cunhado é investigado mas não pode ser tratado como suspeito” disse Nagata, que completa dizendo que o fato de Marielly ser uma pessoa íntegra dificultou as investigações.
O perito criminal Fabiano Delfino disse que havia sangue de Marielly na sandália que estava perto do corpo, o que indica que ela teve hemorragia enquanto estava em pé. Ele confirma que não houve luta corporal entre Marielly e alguém que teria deixado o corpo dela perto do canavial. “Não havia sinais de luta, as unhas estavam intactas. Encontramos carrapichos na roupa e cabelos dela, mas no local não há carrapichos, o que indica que o corpo esteve em outro lugar antes de ser deixado lá. O que podemos afirmar é que ela morreu em outro local e o corpo foi repousado ali e não jogado, ela não foi morta ali” diz o perito.
O delegado agora trabalha partindo dos levantamentos feitos pelo médico legista e pelos peritos, que indicam que a jovem foi até Sidrolândia para cometer um aborto em uma clínica clandestina, a pedido do pai do bebê. Ele estaria diretamente envolvido na morte de Marielly, que aconteceu em decorrência da hemorragia do aborto malsucedido.
O perito criminal Fabiano Delfino Nogueira, o perito papiloscopista Maurilton Ferreira de Souza, o médico legista Ronaldo Rosa e o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DEH) Fabiano Nagata estão reúnidos com a imprensa neste momento prestando esclarecimenos de acordo com o laudo médico feito no corpo de Marielly Barbosa Rodrigues, encontrada em um canavial no dia 11 de Junho.