O perito criminal Fabiano Delfino Nogueira, o perito papiloscopista Maurilton Ferreira de Souza, o médico legista Ronaldo Rosa e o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DEH) Fabiano Nagata estiveram reúnidos com a imprensa nesta manhã prestando esclarecimenos de acordo com o laudo médico feito no corpo de Marielly Barbosa Rodrigues, encontrada em um canavial no dia 11 de junho. A polícia confirmou a gravidez da jovem por meio do exame de gravidez, que foi encontrado pela família dias depois do sumiço de Marielly.
Para a polícia, a busca pelo aborto clandestino está ligada com o pai da criança, que estaria envolvido no homicídio e com a ocultação do cadáver.

Exame mostrado pela polícia, que comprova a gravidez de Marielly
O delegado responsável pelas investigações do caso Marielly, Fabiano Nagata, disse em coletiva nesta manhã que “até o encontro do corpo achávamos que era só desaparecimento, depois tudo indicou que era homicídio e a investigação agora é para saber quem é ou quem são os autores do crime. Antes de achar o corpo já tinhamos o exame laboratorial que constatava a gravidez”.
O médico legista Ronaldo Rosa disse que o fato de o corpo ter sido encontrado com a cabeça separada do corpo não se trata de decapitação. "A cabeça se separou naturalmente do corpo devido à decomposição".
Sobre a gravidez de Marielly, ele disse que a região pélvica estava melhor preservada que o resto do corpo, mas que não tinha nenhum feto, apenas uma "massa mórfica putrefada", que pode ser o útero da jovem. "Não tinha feto, não tinha marca de tiros nem pancada nos ossos que demonstrasse violência na causa da morte. A radiografia demonstra que não há feto no corpo encontrado, o que pode significar duas coisas: que a gravidez estava antes das 16 semanas ou se for superior a esse período não tinha mais feto no local, indicando um possível aborto", finalizou.
Atualizada às 11h30min para acréscimo de informações