A área de 6 mil hectares disputada entre indígenas e fazendeiros em Dourados vale cerca de R$ 102 milhões. a estimativa é de imobiliárias e ruralistas. Segundo eles, cada hectare está avaliado hoje em R$ 17 mil.
De acordo com o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran), Bruno Tomasini, uma área de 6 mil hectares tem capacidade para produzir R$ 14 milhões por safra de soja. Levando-se em conta que são duas colheitas por ano este valor dobra, movimentando a economia em cerca de R$ 28 milhões.
A questão agrária volta a ser tema de discussão com a Semana do Lavrador, comemorado amanhã, dia 23. Em Dourados, a situação no campo é preocupante para ruralistas, tendo em vista a ocupação de terras por indígenas.
De acordo com o produtor rural Darci Decian, proprietário da terra de 26 hectares que hoje está ocupada por grupos das etnias guarani e Caiuá, a disputa já vem gerando prejuízos financeiros e emocionais.
Segundo ele, a área pretendida pelos indígenas - 6 mil hectares - tem a capacidade para gerar cerca de 1,2 mil empregos.
Funai
A coordenadora da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Dourados, Maria Aparecida Mendes de Oliveira, disse que ainda é cedo para se manifestar a respeito desta área, se é realmente de propriedade indígena. Segundo ela, a Funai não incentiva mas também não pode proibir a comunidade indígena de reivindicar direitos. Ela acredita que o índio pode estar ocupando uma terra menor do que deveria.