O Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência, junto com a Polícia Civil, foi averiguar uma denúncia de que uma mulher mantinha a filha deficiente mental em cárcere privado no bairro Nova Lima, em Campo Grande.
Segundo informações da polícia, Maria Joana Xavier Pereira, mãe da mulher, alegou que a filha sofre de oligofrenia profunda, uma espécie de deficiência mental.
A filha, que tem 38 anos, estava em um quarto com aproximadamente 9 metros quadrados, sem nenhum mível dentro. De acordo com o registro policial, o lugar estava "sem iluminação elétrica ou solar, com janela fechada e uma porta de aproximadamente um metro e meio de altura trancada com uma corrente por fora".
A polícia encontrou a mulher sem as roupas íntimas, vestida apenas com um sobretudo e relatou que o local estava mau cheiroso, com resíduos de urina e fezes por todo o lugar.
A mãe disse que estava aguardando uma vaga em um hospital psiquiátrico e que a fiha não toma remédios nem faz nenhum tipo de tratamento. A polícia registrou o caso como "maus tratos".