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Calote em universidades particulares cai, mas ainda preocupa

Calote em universidades particulares cai, mas ainda preocupa

Redação

05/07/2011 - 02h00
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A inadimplência em universidades privadas do país caiu, mas ainda mantém taxas preocupantes de acordo com uma pesquisa nacional divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo). O índice no Brasil atingiu 9,58%. Isso significa que um em cada dez universitários deu calote em instituições de ensino superior.

A taxa é superior, por exemplo, à inadimplência dos brasileiros em geral, que de acordo com o banco central está em 5,70%. No Estado de São Paulo, a situação é parecida.

Houve queda pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, o número recuou de 9,72% em 2009 para 9,57% em 2010. O que representa uma queda de 4,60%. Para o sindicato das universidades privadas, a notícia não representa um avanço.

O presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, diz que o setor do ensino superior privado, hoje responsável por 75% das matrículas em universidades no Brasil, vai continuar sofrendo por culpa da “Lei do Calote”, que proíbe a aplicação de penas contra estudantes que estão devendo na universidade. 

- A educação não pode ser a última opção de pagamento do aluno. Nesse aspecto, a legislação prejudica, já que o ensino deveria ser prioridade

Para o diretor executivo do sindicato e coordenador da pesquisa, Rodrigo Capelato, a queda aconteceu por causa da baixa no preço dos cursos universitários.

- As instituições de ensino superior privado conseguiram criar financiamentos próprios e profissionalizar a gestão de cobranças. Outro fator importante para a redução da inadimplência é a queda das mensalidades o que vem acontecendo ao longo dos últimos dez anos.

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