Completou um ano de funcionamento nesta semana uma modalidade inédita de assistência a pacientes internados em hospitais de Mato Grosso do Sul — o Serviço de Atendimento e Internação Domiciliar (Said), possibilitando que 23 pacientes internados no Hospital Regional Rosa Pedrossian continuassem a ser atendidos em suas próprias casas nesse período. Desse total, 95% receberam alta fora do ambiente hospitalar e atualmente há nove pacientes em internação domiciliar em Campo Grande. Os números foram apresentados ontem, durante cerimônia comemorativa do primeiro aniversário do serviço no hospital, reunindo servidores públicos, colaboradores, pacientes e seus familiares.
Presente ao evento, a secretária estadual de Saúde, Beatriz Figueiredo Dobashi, destacou os benefícios proporcionados pela internação domiciliar ao paciente, como a antecipação da alta hospitalar e a melhora geral de seu quadro clínico. "O tratamento tem mais sucesso pelo fato do paciente retornar ao ambiente familiar. Algumas patologias vão obrigar a pessoa a ficar internada em casa definitivamente, mas o paciente se sente melhor estando em casa", comentou.
Durante o período em que é atendido pelo serviço, o paciente e sua família recebem toda assistência da equipe, além dos medicamentos e insumos necessários — cama, cadeira de rodas —, que ficam em regime de comodato para a família enquanto o atendimento permanecer. "Esse é um serviço 100% financiado com recursos do Estado e que tem como foco a qualidade do atendimento", ressaltou.
A secretária estadual de Saúde também anunciou que até setembro o serviço de atendimento e internação domiciliar do Hospital Regional deverá receber reforço operacional, com a aquisição de dois veículos. Um servirá para atender a equipe e a outra será uma ambulância para o transporte dos pacientes. Hoje, esse serviço vem sendo realizado pela própria ambulância do hospital, que também atende outras demandas. Quando há emergências clínicas envolvendo pacientes em internação domiciliar, o atendimento fica a cargo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ainda segundo a secretária Beatriz Dobashi, a ideia é que cada hospital do País tenha esse mesmo programa na sua área de influência. "Na semana passada, o Ministério da Saúde elaborou uma portaria que regulamenta esse serviço, então a expectativa é que outros hospitais do Estado, como por exemplo a Santa Casa e o São Julião, também criem o seu próprio projeto de atendimento e internação domiciliar", comentou. Em nível nacional, uma das referências nessa área é o município de Campinas (SP), que já conta com o serviço implantado em toda a sua rede hospitalar.