Ezequiel Guimarães de Paula foi a júri popular na manhã de hoje (12), no Fórum de Campo Grande. Ele é acusado de participar do assassinato do vigia Pedro Eudes de Moura, 61 e foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado.
O julgamento do outro acusado, Ribamar Osório de Paiva, foi remarcado para a próxima quinta-feira (14), às 8 horas, porque o advogado que o representa alegou não ter sido avisado em tempo hábil.
O caso
O vigia foi morto a tiros, facadas e golpes de barra de ferro. O crime teria ocorrido porque o vigia agia contra os traficantes das ‘bocas de fumo’ na Vila Dedé, conforme informações dos policiais que apuraram o caso. Seu Pedro, como era conhecido no bairro, fazia a vigilância de bicicleta.
Naquela madrugada, ele foi vítima de uma emboscada. Um dos suspeitos o derrubou com um golpe de barra de ferro, nas costas. Já no chão, ele foi esfaqueado. Ribamar teria retirado a arma do bolso do vigia e efetuado dois disparos. O vigia ficou caído no local, onde morreu.
Segundo informações da polícia, Ezequiel teria confessado o assassinato, relatando que desferiu 10 facadas contra Moura.
Ainda conforme a polícia, Ezequiel justificou o crime dizendo que o vigia toda vez que o via chamava à polícia e o acusava de ser ladrão.