A divisão sul-coreana da Apple pagou indenização a um usuário do iPhone depois de recolher dados sobre sua localização sem seu consentimento, segundo advogados e representantes da Justiça. Foi a primeira indenização paga pela companhia norte-americana por esse tipo de queixa.
Em maio, a Apple Korea foi condenada por um tribunal a pagar R$ 1.485,22 ao advogado Him Hyung-su, de acordo com a afirmação de dois funcionários do tribunal distrital de Changwon à Reuters nesta quinta-feira (14). O escritório de advocacia de Him, Mirae Law, informou que a Apple realizou o pagamento no mês passado. Steve Park, porta-voz da Apple Korea, se recusou a comentar o assunto.
O escritório também informou que está preparando uma ação coletiva contra a Apple pela coleta não autorizada de dados. Um site para adesão (www.sueapple.co.kr) à ação coletiva foi criado, mas estava travado por excesso de tráfego.
A Apple lançou uma atualização de software em maio a fim de resolver o problema que levava seus aparelhos a recolher e armazenar dados sobre a localização dos usuários. A revelação de que o iPhone recolhia dados e os armazenava por até um ano resultou em análise renovada sobre o vínculo entre localização e privacidade.
Legisladores norte-americanos acusaram o setor de tecnologia de explorar dados de localização para fins de marketing sem obter a devida autorização dos usuários de celulares.
Dois grupos separados de usuários de iPhone e iPad abriram processo contra a Apple, alegando que certos aplicativos também transmitiam informações pessoais dos usuários a anunciantes externos sem o consentimento deles.
A unidade do Google em Seul sofreu uma busca policial em maio por suspeitas de que a AdMob, sua divisão de publicidade para celulares, havia obtido informações de localização ilegalmente, sem consentimento dos usuários. Foi o mais recente revés para as operações sul-coreanas do serviço de buscas na Internet. Executivos da Apple e do Google afirmaram que as empresas não praticam abusos utilizando essas informações.