A juíza da 1ª Vara Criminal, Dileta Terezinha de Souza Thomaz, acabou não tomando o depoimento das testemunhas de acusação, dentre eles o jornalista Elenadro Passaia, autor das denúncias de corrupção na Prefeitura de Dourados. A magistrada marcou a nova audiência para o dia 27 de setembro.
A decisão foi tomada atendendo solicitação dos advogados de defesa que alegaram que seus clientes - que têm o direito de acompanhar os depoimentos não tinham sido comunicados.
O jornalista Eleandro Passaia, antes de entrar para audiência, que estava prevista para às 14h conversou rapidamente com a imprensa e disse que manteria todas as acusações contra o ex-prefeito Ari Artuzzi - de quem foi assessor de comunicação -, secretários e vereadores.
Para prestar depoimentos foramm convocadas 10 testemunhas de acusação.
Essas testemunhas foram convocadas em processos relacionada apenas oito dos 70 acusados (59 pessoas e 11 empresas).
Além de Passaia, foram convocados para depoimentos o delegado da Polícia Federal, Bráulio Galloni, que comandou as operações. O juiz Eduardo Machado Rocha, que atuou como prefeito interino no período em que o ex-prefeito Ari Artuzi estava preso e afastado do cargo pela Justiça. A vereadora Délia Razuk, quatro ex-secretários municipais, o tesoureiro da prefeitura e o ex-funcionário de uma empreiteira acusada de participação no esquema de corrupção.
Histórico
A Operação Uragano foi desencadeada no dia 1º de setembro do ano passado, quando foram presas 41 pessoas entre elas o ex-prefeito Ari Artuzi e o vice dele Carlinhos Cantor, além de nove vereadores, empresários, ex-secretários municipais e servidores públicos.
Conforme as investigações, Artuzi liderava uma quadrilha acusada de ter desviado em torno de R$ 35 milhões dos cofres públicos. Ele e Cantor ficaram quatro meses presos e renunciaram aos cargos. Entre os vereadores quatro renunciaram e cinco tiveram os mandatos cassados depois de responderem a comissões processantes no Legislativo.
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