Isaias Rodrigues da Cunha, de 30 anos, se entregou para a Polícia ontem e confessou ter participado do latrocínio (roubo seguido de morte) do auxiliar administrativo Thiago Marques Rosa, de 25 anos. Ele disse à Delegada responsável pelo caso Aline Lopes que ficou do lado de fora da residência vigiando enquanto os outros praticavam o crime. Ainda na tarde de ontem, um menor de 15 anos foi apreendido por policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ) em um matagal na região do Jardim Centro-Oeste, na Capital.
Desde Segunda-feira (18), quando as outras duas menores foram apreendidas pela polícia, o adolescente se escondia no matagal próximo a sua casa e voltava a noite para casa para dormir, as vezes dormia na casa de uma vizinha. Como semana passada ele atirou acidentalmente na própria mão, tinha que trocar o curativo todos os dias, isso acontecia por volta das 16h e 18h, e foi nesse momento que os policiais o capturaram. O revólver calibre .38, utilizado para matar Thiago, foi encontrado em uma árvore no quintal da casa do menor.
Durante coletiva com a imprensa na manhã de ontem, a delegada disse que ao total são 7 pessoas envolvidas no caso. Com a prisão de Isaias e apreensão do outro menor, só falta prender um rapaz de 20 anos envolvido no crime. A polícia já tem a identificação do envolvido e um mandado de prisão expedido contra ele.
Caso
De acordo com depoimentos, as duas menores já estavam planejando um assalto para conseguir dinheiro para sair de casa. Então, a irmã da menor de 15 anos, marcou um encontro com Thiago, pois ela já o conhecia e sabia que ele tinha um veículo blazer com acessórios, o que chamou a atenção das meninas.
Em um determinado momento uma das menores saiu do local, deixando Thiago sozinho com a outra menor, foi então que entrou em cena os maiores envolvidos. Um deles já esta preso, Luciano Monteiro Rodrigues, 20 anos, que anunciou o assalto.
As menores se fingiram de vítimas, e um dos maiores amarrou Thiago e roubou R$ 30 da carteira. Momentos depois a vítima conseguiu se soltar, e por isso foi agredida com chutes e socos, levando uma coronhada na cabeça.
Segundo os acusados Thiago implorou para não morrer. Antes de matá-lo, os autores pediram a senha do cartão de crédito e logo depois efetuaram os disparos.