As cinzas do vulcão chileno Puyehue voltaram a atrapalhar o tráfego aéreo na Argentina e trouxeram problemas para passageiros do aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, conhecido como Aeroparque. De acordo com informações do jornal argentino Clarín, o terminal não opera desde o meio-dia desta terça-feira, enquanto o aeroporto internacional de Ezeiza mantém normalmente suas atividades.
As cinzas do Puyehue cobrem o espaço aéreo do terminal portenho, onde a visibilidade está reduzida.
Através de um comunicado, a companhia aérea LAN informou que “resolveu não operar seus voos programas no Aeroparque até que as condições sejam favoráveis”. A empresa suspendeu suas atividades por volta de meio-dia e, em princípio, ficará sem operar até 17h desta quarta-feira, quando a companhia avaliará se as condições meteorológicas permitirão a retomada das atividades. A previsão é que oito voos da companhia aérea chilena tenham de ser cancelados.
A Aerolíneas Argentinas e a subsidiária Austral também anunciaram a suspensão de suas operações no Aeroparque, que começou às 11h desta terça-feira.
No sul da Argentina, o Aeroporto de Bariloche ainda tenta normalizar suas atividades, apesar de ter recebido em 18 de julho o primeiro voo desde a erupção do vulcão chileno. O terminal registrou nesta terça-feira cancelamento da maior parte de suas decolagens previstas.
Nova cratera
No início de julho, uma nova cratera foi detectada no complexo vulcânico de Puyehue, segundo imagens divulgadas pelo satélite Spot 4. As fotografias mostram que, em 25 de junho, existia uma nova cratera no maciço vulcânico, situado a 950 quilômetros ao sul de Santiago, cujas cinzas chegaram a atrapalhar o tráfego aéreo de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Brasil, Nova Zelândia e Austrália. Os satélites Spot 1 e Spot 4, construídos pela empresa Astrium para a Agência Espacial Francesa, estiveram a cargo do monitoramento da erupção do vulcão e, particularmente, do movimento das cinzas.
O Puyehue se estende ao longo de 15 quilômetros entre as regiões chilenas de Los Lagos e Los Ríos, na Cordilheira dos Andes. Sua coluna de cinzas chegou a alcançar até 12 quilômetros de altura e deu a volta ao mundo.