Começaram a ser soltos os presos temporariamente sob acusação de envolvimento na morte do presidente da Câmara de Alcinópolis, vereador Carlos Antonio Carneiro, 40 anos, que ocorreu em 26 de outubro do ano passado. Os primeiros a terem os alvarás de soltura expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul foram o primeiro-suplente de vereador pelo PMDB, Ademir Muller, o Gauchinho, e Jurdete Marques de Brito, funcionária da prefeitura de Alcinópolis e apontada como namorada do pistoleiro Irineu Maciel, autor-confesso dos três disparos que mataram a vítima.
Além do prefeito da cidade, Manuel Nunes da Silva (PR), continuam presos o atual presidente da Câmara, Valter Roni (PR); o vice-presidente da Casa pelo PSDB, vereador Valdeci Lima, conhecido como Passarinho e o primeiro-secretário, Enio de Queiroz.
O advogado do comerciante Ademir, Benedicto Arthur de Figueiredo Neto, explicou que seu cliente era acusado de intermediar contato entre mandantes e executores do assassinato. "Conseguimos provar que ele era um simples representante comercial de uma empresa de telefonia em Alcinópolis e não tinha qualquer envolvimento com o crime", ressaltou.
"A desembargadora Marilza Lucia Fortes compreendeu que ele era inocente e nesse caso seria injusta a prisão dele", defendeu o advogado Benedicto. A defesa acredita que o mesmo entendimento aplicado a Ademir também foi aplicado a mulher. Tanto o comerciante quando Jurdete foram soltos no final da tarde de ontem.
Caso Alcinópolis
O vereador Carlos Antônio recebeu convite para almoçar em um hotel, que não serve almoço. Ao chegar no local teve que retornar para seu carro estacionado na Rua Guia Lopes, mas foi surpreendido por Irineu, que atirou e fugiu de moto com Aparecido Souza Fernandes. A dupla, que receberia R$ 20 mil pelo serviço, foi presa em flagrante. A morte teria sido agenciada por Valdemir Valsan. Após nove meses de investigação, a Polícia Civil prendeu, em 20 de julho, seis suspeitos de serem mandantes.