A pedido do adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios (DEH), Fabiano Nagata, equipe do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf) aplicou, na noite de hoje, luminol na casa do enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, 40 anos, que fica em Sidrolândia. A substância indica a existência de vestígios de sangue mesmo em superfícies que já tenham sido lavadas.
De acordo com o delegado, no caso da residência de Jodimar, o produto foi aplicado para saber se existem manchas de sangue nos cômodos, já que a casa é indicada por Hugleice da Silva e por testemunhas como sendo o local onde o enfermeiro fez o aborto malsucedido, que resultou na morte da jovem.
O responsável por elucidar a morte da estudante Marielly também contou que relatou o inquérito na tarde de hoje para o Ministério Público Estadual (MPE). O caso já está encerrado, mas ainda falta entregar alguns laudos que não ficaram prontos. O delegado explicou que poderá pedir exames e perícias se julgar necessários entregá-los ao MPE.
"Esse do luminol na casa faltou e acho muito necessário. O que eu achar que é importante vou fazer e encaminhar", adiantou. Caso seja encontrado sangue na residência, ele será coletado para saber se é humano. Se for, será feito DNA para descobrir de quem era o sangue.
Veículo
Na semana passada a Polícia Civil encaminhou para análise uma segunda caminhonete utilizada em serviço por Hugleice. A primeira caminhonete examinada trata-se de uma Mitsubishi, azul, periciada no final do mês passado. Segundo Fabiano Nagata, nada foi encontrado no primeiro veículo e isso era anunciado pelo própria acusado, que garante ter usado a outra caminhonete para transportar o corpo. "É a segunda caminhonete que ele fala que usou. Ela é verde e coincide com as características descritas pela testemunha", comentou, esclarecendo que falta o resultado da perícia de um dos veículos e de duas macas apreendidas na casa de Jodimar.
Também foi pedido ao Ministério Público a conversão da prisão temporária (válida por 30 dias) dos acusados para preventiva, que não tem prazo para expirar. Hugleice e Jodimar foram indiciados por ocultação de cadáver e co-autoria no crime de aborto qualificado, com o resultado morte.