A história começa em 1941. Um programa do Governo Federal instalou 36 asilos-colônia para isolar portadores de hanseníase. Na época, as pessoas que sofriam da doença também tinham que lidar com o preconceito, medo e a incerteza de cura. As famílias eram desfeitas, porque ninguém sabia o mal que a doença poderia causar a outras pessoas.
As estruturas do Hospital São Julião, um dos asilos-colônia instalado em Campo Grande, começam a ficar sólidas a partir de 1969, quando voluntários italianos da Operação Mato Grosso passaram a trabalhar no antigo leprosário, como o hospital era conhecido.
Comemorado hoje (05), o aniversário do São Julião é uma forma de mostrar para os pacientes e ex-pacientes que nestes 70 anos, o tratamento e a cura da hanseníase podem ser possíveis.
Com a ajuda de muitos voluntários, o hospital se transformou em referência para tratamento da doença na América Latina. Os equipamentos que ajudam tanto na prevenção quanto na reabilitação da hanseníase e outras alterações dermatológicas, fazem com que essa história se confunda com a história de Campo Grande, que completa 112 anos, no próximo dia 26.
Há mais de 40 anos, o hospital comemora o aniversário com um grande churrasco, oferecido a todos os pacientes e ex-pacientes. São mais de 800 mil pessoas que já fizeram parte e construíram suas histórias junto com o Hospital.
Até o dia 20 muitas atividades serão realizadas para que o sentimento de festa esteja presente em todas as alas ocupadas por alguém doente ou por alguma família que luta todos os dias para combater a hanseníase.