Após um ano do acidente que os transformou em celebridades, os 33 mineiros soterrados em uma mina no norte do Chile marcarão a data ressaltando a mudança que o episódio causou em suas vidas. Luis Urzúa, o último dos mineiros a ser trazido para a superfície em uma inédita e gigantesca operação de resgate, disse à BBC que os homens ainda não conseguiram retomar totalmente as suas vidas.
Em um ano viajamos a várias partes do mundo, mas na parte econômica não tem sido muito bom. Estamos trabalhando no dia-a-dia, alguns companheiros estão dando palestras, estão tentando se inserir no mercado de trabalho. Creio que depois deste 5 de agosto vamos ter de começar a retomar as nossas vidas", disse.
Os homens ficaram presos a uma profundidade de 700 metros sob a terra após um desabamento na mina de San José, localizada em Copiapó, a cerca de 800 km da capital, Santiago. Durante 70 dias o Chile e o mundo acompanharam de perto os desdobramentos do caso para saber se os homens conseguiriam sair a salvos do acidente.
Reparos
Dos 33 mineiros envolvidos no episódio, 31 se reuniram para entrar com uma ação contra o Estado chileno alegando negligência por parte dos órgãos de fiscalização da segurança trabalhista. A ação pede um total de US$ 16 milhões em indenizações por conta dos prejuízos sofridos.
"É um compromisso moral fazer isto, porque nas minas tem muito trabalhador que só com sorte recebe um capacete. Mas eles precisam do emprego", explicou Edison Pena. "Se isto não tivesse ocorrido, tudo continuaria como sempre, então temos o compromisso moral de denunciar (as más condições de trabalho nas minas) para que o mesmo não aconteça com os que vêm depois de nós", disse. "Hoje estamos vivos, todos os 33. Não colocaram 33 cruzes na montanha."
(Com informações do iG)