As salas comerciais do Terminal Rodoviário Heitor Laburu - a antiga rodoviária de Campo Grande, localizada no Bairro Amambaí - podem ser desapropriadas pela administração municipal para readequação e revitalização do espaço. O local deixou de receber embarque e desembarque de passageiros no dia 31 de janeiro do ano passado, com a inauguração da nova rodoviária na região da saída para São Paulo. A informação foi dada ontem ao Correio do Estado pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Controle, Paulo Sérgio Nahas.
No total, o imóvel abriga 210 salas que foram construídas para serem utlizadas como pontos comerciais e de serviços. No entanto, desde que o local deixou de receber o embarque e desembarque de passageiros do transporte intermunicipal e interestadual, a maioria dos estabelecimentos fechou as portas.
Atualmente, 64 salas comerciais continuam em funcionamento. Segundo Paulo Nahas, os proprietários das lojas que continuam abertas não serão atingidos pela desapropriação. "A ideia é agrupar todas essas salas que estão funcionando em um setor específico do prédio. Todo ele será reformado e revitalizado e nesse processo deve haver o reposicionamento das salas que continuam em funcionamento", explica o secretário.
Além do centro comercial, o local deve ser ocupado por salas do executivo municipal e do Poder Judiciário. O anúncio da revitalização da área deve ser realizado pela prefeitura da Capital em 15 dias. Segundo o secretário, o projeto está em fase final de elaboração.
A sede Guarda Municipal que atualmente funciona na antiga rodoviária vai continuar no local. "O espaço ocupado pela guarda já pertence à prefeitura e isso não deve ser alterado", revela Paulo Nahas.
Destinação final
Não haverá demolições de estruturas do prédio, apenas reforma. "Vão continuar os dois andares. Nada será demolido, apenas reformado", continua. A área do entorno da antiga rodoviária também será revitalizada durante a reforma do prédio. "É uma forma de darmos uma destinação definitiva para aquele espaço localizado na área central da cidade", definiu Nahas.
Nos próximos dias, a prefeitura vai propor reuniões com os comerciantes que têm salas desocupadas na antiga rodoviária. Caso as desapropriações aconteçam, o valores pagos pelos imóveis seguirão tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinap) e Sindicato Intermunicipal da Indústria e da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscom). "Não é um processo demorado", citou o secretário a respeito do prazo para efetivar uma desapropriação.
Algumas ocupações já foram propostas para o espaço da antiga rodoviária desde o ano passado. Entre elas, a implantação de uma universidade particular, a Uningá, e outra instituição pública de ensino, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Manifestações favoráveis à instalação das universidades foram realizadas por estudantes, mas as conversas não avançaram. A UEMS, por exemplo, tem de "emprestar" salas de uma escola na cidade para continuar funcionando em Campo Grande.