A Delegada da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), Regina Brito, deferiu o pedido da advogada Tânia Moura - que defende o padrasto acusado de abandonar uma criança de 9 anos na BR-163 - e intimará o pai biológico da criança, uma vizinha e a irmã do padrasto acusado para prestarem esclarecimentos a respeito do caso.
Porém, o novo interrogatório onde o padrasto confessaria um dos delitos e a acareação, a advogada deverá solicitar ao promotor da Vara da Violência na próxima segunda-feira (22). Por causa do prazo para o fechamento do inquérito, a decisão cabe a ele.
O padrasto permanece preso. Ele é acusado de estupro, maus-tratos e abandono.
Caso
Na madrugada do último dia 9, uma criança foi encontrada com sinais de espancamento, abandonada na rodovia BR-163.
O rapaz que a encontrou estava de moto e, ao parar a motocicleta, viu que o garoto tinha marcas de socos e estava muito nervoso. O rapaz levou o menino para casa e logo em seguida o encaminhou até o Posto da Polícia Rodoviária Federal para informar o caso.
O menino contou que tinha sido espancado dentro de casa pela mãe e o padrasto, e o motivo da surra seria a desarrumação de seus brinquedos.
No depoimento do garoto, registrado no boletim de ocorrência do caso, ele diz que depois da surra, o padrasto e a mãe o colocaram no carro e o “largaram” na rodovia.