Os touros mais valorizados na Festa do Peão de Barretos, que teve início nesta quinta-feira (18) no interior de São Paulo, podem custar o mesmo que um carro de luxo ou um apartamento. Entre eles, está o animal Pesadelo, de 8 anos, cujo valor pode alcançar R$ 1 milhão, segundo seu proprietário, o empresário Ricardo Bentinho. Mas mesmo quem tiver todo esse dinheiro não conseguirá comprá-lo tão fácil. “Pesadelo é uma atração. Hoje eu não vendo ele de jeito nenhum”, diz o dono da Companhia 3B.
Ele explica que o valor do touro é alto porque também virou nome de uma grife. “Esse valor foi atribuído por uma agência que fez um levantamento da marca que ficou agregada ao nome Pesadelo. Ele já tem uma grife também de roupa, vende camisa, bota, camisetas, bonés. É uma marca, por isso o valor”, diz o empresário. Bentinho é proprietário de 90 touros que saltam em rodeios.
Quando o proprietário do animal verifica que ele é saltador, o separa do restante do rebanho e começa a treiná-lo junto dos outros bichos usados em rodeios. Além de receber uma alimentação mais balanceada, ele é levado para represas ou lagos para nadar e para corredores forrados de areia para correr. O objetivo dos exercícios é aumentar seu fôlego e sua resistência física. Quando o bicho chega aos 4 anos, passa a frequentar os rodeios.
Os exercícios ficam restritos às fazendas onde os touros são treinados. Quando chegam ao palco do rodeio – no caso de Barretos, no Parque do Peão –, eles desfrutam de sombra, água e comida apenas.
A natação e as corridas passaram a ser aplicadas aos animais por conta do alto nível dos atletas que competem nos rodeios. “Antigamente, quem montava não estava preparado. Agora, os peões têm personal trainer, fazem uma dieta balanceada, treinam bastante. Se os animais não passassem por algo semelhante, não aguentariam”, diz o médico veterinário Tenório Vasconcelos, especializado em animais de grande porte.