Palavra do engenheiro civil mineiro Pedro Renato Nunes, 63 anos, que trouxe os primeiros exemplares de orquídeas de Uberaba para Campo Grande há pouco mais de 20 anos: “Luluzinhas não entravam no Clube do Bolinhas, agora elas estão chegando.”
Além do cultivo, Pedro Nunes se dedica à filatelia, colecionando selos do mundo todo com desenhos ou imagens de orquídeas.
A bióloga chefe do Orquidário Nacional (quatro mil espécies) do Ibama, Lou Menezes confirma essa situação: “Mais de 80% dos que se dedicam a essa flor hermafrodita com variadas dimensões e cores e que floresce apenas uma vez por ano são homens.”
“Orquídeas exigem cuidados, conhecimento e paciência”, opina o engenheiro agrônomo Hélio Tadao Oshiro, 66. “Comprar uma flor é belo, mais belo ainda é esperar a flor abrir”, comenta Cícero Rosa Vilela, 46. Ele e a mulher Márcia Gomes Vilela, 42, acompanham “com muito gosto” todas as fases da planta.
O País tem dez mil colecionadores atuantes, dos quais, apenas 80 em Campo Grande. A propagação das espécies do Cerrado une Mato Grosso do Sul ao Japão, observa o japonês Kenji Sugimoto, 67, que levou para lá a espécie mais comum, Cattleya nobilior, vistosa e bem adaptável a coleções mistas de orquídeas.
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