Começa hoje a primeira etapa de obras para a revitalização da Avenida Júlio de Castilhos, no trecho a partir da Avenida Duque de Caxias, na região da Vila Eliane, até a Avenida Capibaribe, no Bairro Silvia Regina. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, a empreiteira responsável pelo empreendimento instala nos próximos dias canteiro de obras para abrigar as máquinas que integrarão a primeira frente de trabalho.
Nesta etapa inicial serão executados serviços de drenagem e ligação com a rede coletora — parte dela vai para o Córrego Serradinho e a outra passa sob a Avenida Duque de Caxias, segundo o secretário. "Serão 10 etapas e a primeira vai da Duque de Caxias até a Capiberibe. Os trabalhos envolvem a escavação, colocação de tubos, recomposição da parte de aterro e depois a repavimentação e recapeamento", explicou.
Com investimentos da ordem de R$ 19 milhões e prazo de 14 meses para execução, as obras da Avenida Júlio de Castilhos preveem série de interdições para cada etapa de trabalho, por conta da drenagem e recapeamento, de acordo com o secretário municipal de Infraestrutura. A primeira será da Avenida Duque de Caxias, onde termina a via, até a Rua Timóteo, no Bairro Silvia Regina.
As demais compreendem os seguintes trechos: Rua Timóteo-Avenida Capibaribe; Capibaribe-Rua Yokohama; Yokohama-Rua Guiratinga; Guiratinga-Rua Manoel Ferreira; Manoel Ferreira- Avenida Presidente Vargas; Presidente Vargas-Avenida dos Crisântemos; Crisântemos- Avenida Aeroclube; Aeroclube-Rua Itaipu e Itaipu-Avenida Noroeste (Orla Morena).
Incerteza
Mesmo antes de serem iniciadas, as obras já provocam incerteza entre comerciantes da região. "Aqui, dizem que as obras vão começar em setembro. Mas um fala uma coisa, outro fala outra e a gente fica sem saber. Estamos na espera", comentou Edson Rodrigues, que há nove anos tem um salão de beleza na avenida, próximo ao Bairro Recanto dos Pássaros, trecho esse que passará pela terceira etapa de interdição da Prefeitura para obras.
Em relação ao projeto de revitalização, o comerciante já está prevenido sobre a mudança na metragem da calçada, em decorrência do alargamento da via. "Na nossa etapa, vão entrar um metro de calçada para dentro. No meu caso, ainda vai sobrar um espaço para estacionamento, então não vou ser tão prejudicado. Agora, e os outros?", questiona.
Proprietário de uma loja de tintas nas proximidades do mesmo bairro, Gerson Vieira Rocha já revê os planos para o estabelecimento, que mantém há três anos na avenida. Ele conta que pretendia mudar-se para outro ponto da avenida com maior movimento até fevereiro do ano que vem, quando venceu seu atual contrato de locação, mas o projeto de revitalização deve antecipar sua saída do endereço atual.
"Para quem não tem área do estacionamento como eu, vai ficar ruim. A Júlio de Castilho vai virar um grande corredor de passagem. Esse também é outro motivo — quero achar um imóvel que tenha área para estacionamento", comentou.