Os pais dos menores que matavam aula para promover encontros regados a sexo e álcool podem ser punidos por abandono de intelectual e abandono de incapaz. No caso dos responsáveis pelo adolescente de 16 anos que promovia as festas na própria casa, estes podem responder por corrupção de menores. Meninos e meninas que praticaram relações sexuais com menores de 14 anos, mesmo a relação sendo consensual, podem ser indiciados por estupro de vulnerável. Conforme a lei, relações sexuais consensuais só podem acontecer acima de 14 anos.
As informações foram fornecidas em coletiva de imprensa com as delegadas Regina Motta, da DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e Adolescentes) e Aline Lopes, da Deaj (Deaj (Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude) na tarde de hoje (25).
Ao todo, 5 meninos e 3 meninas são considerados infratores. O número de vítimas é de 7 garotas e 2 garotos. Mais de 20 adolescentes foram ouvidos pela Polícia.
As delegadas afirmaram que não há justificativa para os donos da casa em que aconteciam as orgias não saberem das práticas. “Em vistoria, encontramos camisetas com o emblema 'Congresso do Bulimento' , materiais possivelmente usados para consumo de entorpecentes e uma cesta com vários preservativos”, declara a delegada Aline Lopes.
De acordo com a delegada, o grupo começou como uma atividade extracurricular de dança apoiada pela Escola Estadual Zélia Quevedo Chaves. Eles se chamavam de 'Os Atrevidos' e dançavam funk. Percebendo que as danças extrapolavam, o diretor da escola preferiu dissolver o grupo, mas eles teriam continuado e criado o “Congresso do Bulimento”. As delegadas declaram que os adolescentes disseram usar preservativos durante as relações sexuais e todos estavam lá por livre e espontânea vontade.
No momento, elas esperam laudos de exames de corpo de delito e prometem responsabilizar os pais dos menores envolvidos.
Caso
O Conselho Tutelar e a Polícia Civil investigam a denúncia de que adolescentes faltavam aulas para praticar orgias, consumir drogas e álcool em uma casa no Bairro Centenário, em Campo Grande. Quem fez a denúncia foi a mãe de uma das meninas que participavam dos encontros, uma menor de 12 anos.
No local, o grupo que se autodenominava “Congresso do Bulimento”, matava aulas - o que chamavam de 'matanças' - consumia álcool e fazia sexo durante o período da manhã.