Debaixo do sol escaldante, a poeira de terra vermelha que arde os olhos, prejudica a respiração e não deixa as casas permanecerem limpas. Essa é a realidade do bairro Nova Campo Grande, localizado na região oeste da Capital. De acordo com os moradores da Rua 21, os ônibus passam correndo e levantam poeira, afetando a saúde e o cotidiano dos habitantes.
A entrega do asfalto deverá acontecer em dezembro deste ano. Porém, até lá, o pó castiga quem mora no local. Há alguns dias, os moradores tentaram improvisar um quebra-molas para diminuir a velocidade dos ônibus, mas não tiveram sucesso.
“Não temos mais o prazer de sentar na varanda de casa. Saímos e já queremos voltar para dentro por causa da dificuldade para respirar. A casa e os carros estão sempre sujos, as roupas empoeiradas”, lamenta a policial militar Lídia Lima de Paula, de 27 anos.
Ela afirma também que a situação compromete a saúde das crianças, que ficam constantemente com o nariz congestionado. Ela pede para que as obras de asfaltamento sejam agilizadas. “Tenho dois filhos, um de oito e um bebê de um ano e 10 meses. Além da saúde, é muito difícil a locomoção do carrinho de bebê. Peço pra que agilizem essas obras porque estamos sofrendo muito com esse poeirão”.
Para Isabel Arantes Leite, de 72 anos, o pó se tornou um martírio. “Ontem eu estava com nariz trancado, não conseguia respirar direito. Tenho problema de coração, pressão alta e a poeira só atrapalha”, declara.
Segundo a doméstica Márcia Quevas, de 36 anos, coisas simples como lavar roupa e limpar a casa se tornaram problema. “Estender a roupa no varal é um risco, a chance de sujar de novo é muito grande”, comenta. Mãe de dois filhos, ela também sofre quando se trata da saúde das crianças que além da falta de umidade, precisam lidar com os problemas para respirar.