O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nota, hoje (09), denunciando e repudiando, segundo a instituição, os "ataques terroristas e genocidas" contra os guarai-kaiowá da comunidade Pyelito Kue, em Iguatemi (MS), ocorridos nos dias 23 de agosto e 05 de setembro.
Para o Cimi, o fato de terem sido encontrados, no local dos ataques, cartuchos de munição calibre 12 anti-tumulto, as chamadas “balas de borracha”, constitui-se em mais um forte indício de formação de milícia armada, no Mato Grosso do Sul, com a finalidade de cometer crimes contra os indígenas no Estado.
Segundo a nota, o conselho manifesta preocupação com a possibilidades de que ocorram novos atentados àquela comundade. "De acordo com informações de uma liderança da comunidade atacada, repassadas na manhã desta sexta-feira, 09, a agentes do Cimi, não tendo para onde ir, os indígenas continuam acampados próximos ao local onde sofreram os ataques, estão cercados e têm sido alvo de constantes ameaças de fazendeiros e seus “seguranças”, que disparam tiros a todo o momento sobre os mesmos", diz o documento.
A nota afirma ainda que de acordo com essas mesmas lideranças, os indígenas estão isolados numa margem do rio que atravessaram para fugir dos ataques. Estão sem roupas, sem cobertas e sem alimentos. A liderança informa ainda que depois do último atentado, ocorrido na madrugada de segunda-feira (05) nenhum representante da Funai, Polícia Federal ou de outros órgãos públicos foi ao local.